Que diabo é Marketing?
Em Pedro II, cidade localizada a 220Km de Teresina, Capital do Piauí, acontece anualmente um festival de Jazz. Como o ritmo regional é o forró, muitos cidadãos de Pedro II nunca tinha ouvido esse estilo musical que nasceu em New Orleans, USA. Daí surgiu a ideia dos organizadores do evento de criar camisetas para sua divulgação com a expressão bem nordestina: “Que diabo é Jazz?”
Gostei tanto que decidi me apropriar dela para abordar a dificuldade de muitos empresários em entender a abrangência e o significado da palavra “Marketing”.
De forma resumida e simplista, marketing é tudo aquilo que uma empresa faz no intuito de promover a venda de seus produtos e serviços. Vai muito além da mera comunicação promocional, que é apenas uma das maneiras que a empresa utiliza para divulgar seus diferenciais aos clientes em potencial. A confusão se dá porque essa é forma mais explícita de marketing. O detalhe é que além de não ser é a única, normalmente é a mais desvirtuada quando comparamos o discurso e a prática.
O marketing, no sentido amplo do termo, embute uma série de promessas em relação à qualidade do produto e dos serviços ofertados e tem relação direta com o valor da marca, sua credibilidade, reputação e a expectativa que gera nos clientes em relação ao que lhes será entregue.
Entra nessa lista a qualidade das instalações no ponto de venda; a conveniência dos serviços; o design, a disponibilidade e a qualidade dos produtos; o preço justo; a competência e a qualidade do atendimento; etc, etc, etc... Tudo isso (e muito mais) faz parte do marketing e contribui para a validação de suas promessas.
Quando alguém escolhe comprar na sua empresa, passa a avaliar todos esses critérios e, com base nisso, determina se a empresa foi capaz de atender ou superar suas expectativas. Os resultados possíveis para esse “momento da verdade” são:
1. A empresa entrega menos do que prometeu;
2. A empresa entrega apenas o que prometeu;
3. A empresa entrega mais do que prometeu.
No primeiro caso o marketing foi competente em prometer, já que conseguiu atrair a atenção do cliente, mas frustrou suas expectativas na hora de cumprir as promessas feitas. Nesse caso, a empresa praticou o que chamamos de “anti-marketing” que, ao contrário do marketing, é tudo aquilo que uma empresa faz para prejudicar a venda. Enquadram-se nessa situação muitas campanhas que são um sucesso de público, mas um fracasso de vendas.
No segundo caso, a empresa cumpre rigorosamente apenas o que foi prometido, o que não é suficiente para garantir a preferência do cliente que passa a exercer seu poder de escolha baseando-se apenas no preço. O resultado são campanhas que geram vendas, mas corroem margens porque precisam embutir grandes descontos.
Quando a empresa entrega mais do que prometeu, o cliente sai encantado e lhe dá preferência em relação à concorrência. São as campanhas que geram vendas com maior margem e que retornam o investimento com folga porque são suportadas por um conceito de marketing muito mais abrangente e que proporciona aos clientes a melhor experiência de compra possível em todos os sentidos.
Portanto, a partir de agora, se você ouvir alguém perguntar: “O que diabo é Marketing?”... já sabe o que responder!
E se precisar de ajuda para implementar esse conceito conte com a gente. Saiba como em www.pdr.com.br.


