Consultor licenciado e palestrante do Grupo Ponto de Referência
Consultor credenciado do Sebrae/PI
Professor tutor e ativador do FGV Online da Fundação Getúlio Vargas
Proprietário da Gera Consultoria e Treinamentos Ltda

Você pilota espaçonave ou anda de bicicleta?

"- Como você vem tocando a gestão da sua empresa?"

 

As respostas dos gestores a essa pergunta podem ser muito variadas, mas eu destacaria dois grupos principais de respondentes:  

Cockpit_espaconave
 

No primeiro grupo estão os gestores que administram suas empresas como se estivessem no comando de espaçonaves. Eles investem em tecnologia e processos que permitem fazer o monitoramento do desempenho da empresa em tempo real, fazendo correções de rumo sempre que se distanciem muito da rota pré-determinada. Definem com muita clareza qual o destino que pretendem atingir e sabem que precisam de um bom time para ajuda-los a chegar lá. Por isso, investem na capacitação das pessoas ao mesmo tempo em que sabem delegar tarefas e promover o suporte e o acompanhamento adequados, inspirando e motivando cada integrante de sua equipe a dar o seu melhor. Assim, garantem uma boa comunicação e a integração de toda a “tripulação”, instituindo uma cultura de união e trabalho em equipe em que cada pessoa está ciente de seu papel e de sua importância para o sucesso do “voo”. Além disso, em momentos de crise, sabem como lidar com conflitos e gerenciam a liberdade condicional da sua equipe de modo a suportar sua autonomia na solução de problemas urgentes. E o principal: estão sempre cientes de que, em última instância, a responsabilidade pela condução da espaçonave é sua.  

Biciclo

No segundo grupo estão os gestores que conduzem suas empresas baseados apenas no que aprenderam empiricamente ao longo do tempo. Acreditam que fazer isso “é como andar de bicicleta”, uma vez que você aprendeu é só se manter pedalando para não “cair”. Usam apenas a intuição para continuar em movimento e acreditam que podem conduzir tudo sozinhos. Quem trabalha com eles, no máximo, pode se acomodar na “garupa” e deve se limitar a seguir suas orientações sem autonomia para ajudar na condução. Acreditam que investir em tecnologia, processos e pessoas é um “custo” que não vale a pena. Afinal, ele já sabe como conduzir a empresa e pode, perfeitamente, mantê-la em movimento sozinho. Não tem uma rota definida e apenas reagem na tentativa de desviar dos obstáculos no caminho. Entretanto, quando as coisas dão errado, sempre tem algo ou alguém a quem culpar, pois se julgam infalíveis em sua experiência de longos anos “pedalando sem cair". Se o seu objetivo é esse: apenas continuar pedalando para não cair, então boa sorte (e, acredite, você vai precisar)...  mas se você quer transformar sua empresa de “bicicleta” em “espaçonave”, mas não sabe por onde começar? A gente te ajuda! www.pdr.com.br

 

Quer pagar quanto?

Fred Alecrim, criador do blog UAUgoMais e um dos caras que mais me ins-piram, indicou um video de uma palestra maravilhosa da Amanda Palmer no TED intitulada “The art of asking”... “A arte de fazer pertuntas” (tradução minha).

A fala da Amanda nos faz pensar:... E se nós perguntássemos às pessoas quanto elas querem pagar pelo que podemos oferecer de melhor?... E se essa pergunta fosse feita apenas depois de já termos prestado o nosso serviço?

Amanda nos lembra que os artistas de rua fazem isso. Ela mesma um deles. Se apresentam gratuitamente e assim, assumem o risco de não agradar a todos, mas oferecem a cada pessoa a oportunidade de “escolher” se gostaram do que deles receberam; o quanto gostaram; e se estão dispostos a retribuir.

Os verdadeiros artistas se doam por amor ao que fazem e às pessoas e não se ofendem com quem não retribui. Sabem que em meio à multidão, há aqueles que verão além de sua arte, vão se conectar com sua causa, apreciar seu talento e retribuir o que receberam.

A questão é: - O quanto nós confiamos em nós mesmos e nas outras pessoas a ponto de lhes entregar o que fazemos de melhor e deixar que elas “escolham” como (ou com quanto) vão nos retribuir?

Se for verdade que recebemos em troca o dobro de tudo aquilo com que contribuímos, então tudo isso vai parecer muito lógico e de uma verdade desconcertantemente simples.

Mas se você está achando isso tudo muito utópico e, com certa razão, pensando nas pessoas que podem "se aproveitar" do seu gesto... lembre-se que você também pode “escolher” não oferecer novamente o seu melhor para esse tipo de pessoa. Escolher focar nas muitas outras que valorizam o que você faz e “escolhem”, verdadeiramente, te reconhecer e te recompensar com o que podem e à altura do que acreditam ter recebido.

Este é o princípio fundamental da meritocracia e a melhor forma de reconhecer e recompensar as pessoas, além de ser muito mais verdadeiro estabelecer conexões a partir daquilo que temos de melhor a oferecer e a retribuir.

Se você ainda não acredita que isso é possível, a Amanda está disposta a te dar uma oportunidade de se conectar com ela. Em seu site: http://www.amandapalmer.net/videos/the-bed-song/, você pode ouvir uma de suas músicas e, ao final, “escolher” se quer e com quanto pode retribuir... Eu adorei e já fiz isso!

Amanda

E você, que fazer isso na sua empresa? Se quiser se concectar com as pessoas e, inspirado pela atitude da Amanda, reconhecer e recompensar aquilo que elas te entregam de melhor... a gente te ajuda! www.pdr.com.br