Você pilota espaçonave ou anda de bicicleta?

"- Como você vem tocando a gestão da sua empresa?"

 

As respostas dos gestores a essa pergunta podem ser muito variadas, mas eu destacaria dois grupos principais de respondentes:  

Cockpit_espaconave
 

No primeiro grupo estão os gestores que administram suas empresas como se estivessem no comando de espaçonaves. Eles investem em tecnologia e processos que permitem fazer o monitoramento do desempenho da empresa em tempo real, fazendo correções de rumo sempre que se distanciem muito da rota pré-determinada. Definem com muita clareza qual o destino que pretendem atingir e sabem que precisam de um bom time para ajuda-los a chegar lá. Por isso, investem na capacitação das pessoas ao mesmo tempo em que sabem delegar tarefas e promover o suporte e o acompanhamento adequados, inspirando e motivando cada integrante de sua equipe a dar o seu melhor. Assim, garantem uma boa comunicação e a integração de toda a “tripulação”, instituindo uma cultura de união e trabalho em equipe em que cada pessoa está ciente de seu papel e de sua importância para o sucesso do “voo”. Além disso, em momentos de crise, sabem como lidar com conflitos e gerenciam a liberdade condicional da sua equipe de modo a suportar sua autonomia na solução de problemas urgentes. E o principal: estão sempre cientes de que, em última instância, a responsabilidade pela condução da espaçonave é sua.  

Biciclo

No segundo grupo estão os gestores que conduzem suas empresas baseados apenas no que aprenderam empiricamente ao longo do tempo. Acreditam que fazer isso “é como andar de bicicleta”, uma vez que você aprendeu é só se manter pedalando para não “cair”. Usam apenas a intuição para continuar em movimento e acreditam que podem conduzir tudo sozinhos. Quem trabalha com eles, no máximo, pode se acomodar na “garupa” e deve se limitar a seguir suas orientações sem autonomia para ajudar na condução. Acreditam que investir em tecnologia, processos e pessoas é um “custo” que não vale a pena. Afinal, ele já sabe como conduzir a empresa e pode, perfeitamente, mantê-la em movimento sozinho. Não tem uma rota definida e apenas reagem na tentativa de desviar dos obstáculos no caminho. Entretanto, quando as coisas dão errado, sempre tem algo ou alguém a quem culpar, pois se julgam infalíveis em sua experiência de longos anos “pedalando sem cair". Se o seu objetivo é esse: apenas continuar pedalando para não cair, então boa sorte (e, acredite, você vai precisar)...  mas se você quer transformar sua empresa de “bicicleta” em “espaçonave”, mas não sabe por onde começar? A gente te ajuda! www.pdr.com.br